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Corinthians e Palmeiras voltam a se enfrentar na disputa do título do Campeonato Paulista após 19 anos

Após 19 anos, Corinthians e Palmeiras voltam a decidir um título e com diversos motivos para se prever duas grandes partidas. Confusões nos últimos encontros, divergência de dados históricos, tabus, busca pelo bicampeonato estadual por parte do time alvinegro, primeira decisão entre eles nos dois estádios mais modernos do Estado. Sobram motivos para crer em uma decisão emocionante a partir deste sábado, às 16h30, na Arena Corinthians.

Fora de campo, os dois times vivem situações opostas. O Corinthians em situação financeira difícil, com limitação para reforçar o elenco e o peso da dívida pelo pagamento de sua arena. O inverso do Palmeiras, que recebeu alto investimento no time. Mas isso, em tese, não interfere no embate de hoje.

No último encontro, realizado em fevereiro, vitória corintiana por 2 a 0 e a polêmica foi a marcação de um pênalti de Jailson em Renê Júnior. O árbitro Raphael Claus marcou o lance bem depois do acontecido, para a revolta palmeirense. O goleiro chegou a falar “que passaram a mão” no Palmeiras, acusando a arbitragem de beneficiar o rival. A expulsão e a reclamação resultaram em punição para Jailson, que tem jogado sob efeito suspensivo, sendo que o seu novo julgamento será na terça-feira. Caso seja punido, estará fora da segunda final.

No ano passado, o encontro também foi parar nos tribunais. Clayson e Felipe Melo, que deverão ser titulares, discutiram nos vestiários e chegaram a arremessar objetos um em direção ao outro. Ambos foram punidos pelo STJD.

Mas nenhuma polêmica foi tão lembrada nos últimos dias quanto a ocorrida na última vez em que se enfrentaram valendo título. Em 1999, também pelo Paulistão, Edilson, o Capetinha, transformou o jogo em uma pancadaria ao fazer embaixadinha e causar a ira dos palmeirenses. A partida foi encerrada antes dos 45 minutos do segundo tempo e o Corinthians sagrou-se campeão (venceu o primeiro jogo por 3 a 0 e empatou o segundo em 2 a 2).

A rivalidade é tão grande que Corinthians e Palmeiras não conseguem se entender nem em relação ao retrospecto histórico. Os palmeirenses consideram dez partidas a mais, referentes ao Torneio Início e a Taça Henrique Mudel, de 1938, além de um W.O.

Nas duas contas, o Palmeiras leva a melhor. Segundo os alviverdes, são 129 vitórias, 126 derrotas e 110 empates. Já os corintianos dizem que são 125 resultados positivos aos palmeirenses, 124 para os corintianos e 106 empates. Se a história total é favorável aos comandados de Roger Machado, o retrospecto recente é corintiano. Desde que assumiu o time, ano passado, Carille só venceu: 1 a 0, 2 a 0, 3 a 2 e 2 a 0. “Nos últimos dois anos, o retrospecto está a favor do nosso adversário, mas se pegar os últimos dez anos, está igual. Se pegar historicamente, a gente está na frente”, analisa Roger.

Conquistar o título terá um sabor especial ao Palmeiras. Além de evitar o bicampeonato do rival, a equipe alviverde acabará com o tabu de dez anos sem ganhar o Paulistão. A última vez foi no antigo Palestra Itália, diante da Ponte Preta.

Nesta sexta-feira, mais de 500 torcedores alviverdes foram ao CT para mostrar apoio ao time no último treino antes da final. O clima foi de festa, com gritos e cantos que lembravam conquistas sobre o Corinthians, como no Estadual de 1993. O Palmeiras estuda a possibilidade de abrir um treino no Allianz Parque antes da decisão.

A disputa dos estádios é mais um ingrediente da decisão. Allianz Parque e Arena Corinthians receberão a primeira decisão entre os rivais. “A gente espera por duas grandes festas das torcidas”, disse o volante Gabriel, ex-Palmeiras e atualmente no Corinthians. Para chegar à decisão, Corinthians e Palmeiras eliminaram nas semifinais o São Paulo e Santos, respectivamente, ambos nos pênaltis.

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