Brasil

Atuação “teatral”: servidores ambientais criticam governo


Servidores ambientais podem entrar em greve após cinco meses de paralisação
Servidores ambientais indicam greve diante de impossibilidade do governo de atender demandas de reestruturação da carreira.| Foto: Divulgação/Ascema

O governo federal afirmou, na última sexta-feira (7), que chegou ao limite nas negociações para reestruturação da carreira dos servidores ambientais. Em resposta, os servidores apontaram que a preocupação do governo com a área ambiental é “teatral”. Com isso, a greve dos servidores ambientais pode estar mais próxima. O conselho de entidades representativas dos servidores deve se reunir nesta segunda (10) para definir os próximos passos e decidir sobre o indicativo de greve.

Se a greve for confirmada, serviços do Ibama, do ICMBio, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Ministério do Meio Ambiente poderão ser paralisados.

“E em plena Semana Mundial do Meio Ambiente, o governo Lula mostra sua preocupação com a área ambiental: antes de caírem as cortinas da teatral semana comemorativa, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos comunicou oficialmente a representação dos servidores da área ambiental que não haverá acordo com o governo. Nada de reestruturação. Nada de reconhecimento. Nada de valorização”, diz a nota publicada pela Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional). 

Em ofício assinado pelo diretor de Relações de Trabalho, o Ministério da Gestão e inovação (MGI) comunicou a impossibilidade de atender as demandas apresentadas pelos servidores. “Conforme informado na última reunião da mesa específica, o Governo chegou ao limite máximo, do ponto de vista orçamentário, do que é possível oferecer”, diz o ofício do Ministério.  

Desde outubro de 2023, funcionários da área ambiental do governo buscam entre outros pontos, a equiparação dos salários com as carreiras de nível superior da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), com uma valorização progressiva. Em janeiro, os servidores paralisaram parte dos serviços e deixando de realizar atividades de campo que impactaram a concessão de licenças ambientais. 



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