Brasil

Flávio Bolsonaro diz que “Lula mata” por recorde de casos de dengue no país



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disparou contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o Ministério da Saúde apontar que a epidemia de dengue no país atingiu a marca de 6 milhões de casos e cerca de 4 mil mortes.

Flávio afirmou que há uma falta de um ministério e que “Lula mata”, em uma postagem nas redes sociais sobre os números do Painel de Arboviroses (veja aqui).

“Ministério da Falta de Saúde adverte: lula mata”, disse (veja aqui).

Na sequência, o ex-ministro Marcelo Queiroga, da pasta da Saúde no governo de Jair Bolsonaro (PL), comentou a postagem e afirmou que “Lula e seu ministério da doença vivem de retórica, trouxeram uma agenda mofada sem compromisso com a saúde dos brasileiros”.

Segundo o painel do Ministério da Saúde, há ainda 2,8 mil mortes em investigação se foram decorrentes da dengue, e 13 estados e o Distrito Federal em situação preocupante. O DF tem o pior coeficiente de casos, com 9,5 mil a cada 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás e São Paulo, entre outros.

No começo do mês, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o Brasil é o país com o maior número de casos de dengue no mundo neste ano, respondendo por 83% dos casos suspeitos globalmente.

A OMS estabeleceu um sistema global de vigilância da dengue, monitorando a incidência da doença com relatórios mensais. Até o momento, há dados de 103 países, dos quais 28 não relataram casos.

Segundo a OMS, o impacto da dengue é subestimado globalmente devido à falta de diagnóstico e registro da doença em muitos países. A organização classifica a dengue como uma “ameaça global à saúde pública”.

“Dada a escala atual dos surtos de dengue, o potencial risco de mais disseminação internacional e a complexidade dos fatores que impactam a transmissão, o risco global [da dengue] ainda é avaliado como alto e, portanto, a dengue continua sendo uma ameaça global à saúde pública”, afirma o documento.

A maior prevalência do arbovírus ocorre no continente americano, com epidemias a cada três a cinco anos. Em 2024, seis países registraram os quatro sorotipos de dengue circulando simultaneamente: Brasil, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Panamá.



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