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Ministros sobrevoam áreas alagadas no RS e governo marca reunião com prefeitos



A comitiva de ministros liderada pela primeira-dama Janja Lula da Silva sobrevoou algumas das áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul no começo da tarde desta quarta (8) após pousarem na base aérea de Canoas, na Grande Porto Alegre. O grupo, composto ainda por Simone Tebet (Planejamento), Waldez Góes (Integração) e Paulo Pimenta (Secom), saiu de Brasília no começo da manhã levando donativos ao estado.

De acordo com as primeiras imagens divulgadas pelo governo no começo da tarde, a comitiva sobrevoou as áreas alagadas da capital e da própria cidade de Canoas, que passará a receber voos comerciais com donativos a partir desta quinta (9). O sobrevoo ocorreu pouco antes de um temporal atingir as cidades.

Além de sobrevoar as áreas atingidas pelas
enchentes, a comitiva também levou ao estado 25 toneladas de donativos, como purificadores
de água, cestas básicas, itens de saúde e higiene pessoal, colchões, cobertores
e água potável, considerado essencial neste momento em que o sistema de
abastecimento das cidades segue afetado.

“Acabamos de saber que tem mais de 70 mil pessoas em abrigos. […] É muito importante hoje esse voo, que é o voo da solidariedade, como eu tenho falado. Todos os brasileiros em prol do Rio Grande do Sul”, disse Janja em um vídeo publicado nas redes sociais.

Pimenta também comentou sobre a viagem e afirmou
que cada um dos 200 purificadores será encaminhado a um abrigo de desalojados e
desabrigados pelas enchentes, com capacidade para filtrar um milhão de litros
de água por dia.

Um pouco mais cedo, durante o voo, a ministra Simone Tebet afirmou que a ida ao Rio Grande do Sul também seria para acompanhar a situação e ouvir demandas. Ela disse que ainda não tem uma previsão do montante de recursos que serão encaminhados, e que isso só será possível apurar após o nível da água baixar.

O governo informou, ainda, que um segundo voo levou de Brasília a Canoas 44 novos integrantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, além de reforços para equipes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que lida com a entrega e armazenamento de cestas básicas, e de integrantes da Polícia Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros.

Governo se reúne com prefeitos na quinta (9)

Embora a situação no estado ainda não esteja estável e as cidades sigam debaixo d’água, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, anunciou nesta quarta (8) que o governo fará uma reunião virtual com prefeitos na quinta (9) para avaliar os danos causados pela chuva.

O anúncio foi feito logo após a cerimônia de lançamento da nova fase do Novo PAC Seleções, no final da manhã, em que o governo reservou R$ 1,4 bilhão para atender a pedidos do estado. De acordo com ele, foi formulado um “conjunto de ações que nós faremos específico para o Rio Grande do Sul, do ponto de vista de obras de reparação e obras de prevenção”.

Ele explicou que outras obras podem ser incluídas no programa além das que já constam, reafirmando uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que todos os pedidos serão atendidos.

Já o ministro Jader Filho, das Cidades,
ressaltou que será aberto um diálogo com prefeitos e o governo gaúcho “para
tratar de novas obras tanto na área de drenagem, quanto na questão de encostas”.
Até o momento, dois projetos de prevenção de desastres para Porto Alegre e um
para Santa Maria foram cadastrados no Novo PAC Seleções, somalizando R$ 152
milhões.

Há, ainda, mais R$ 171,5 milhões para a urbanização de favelas, 15,3 milhões para regularização fundiária, R$ 3,7 milhões para abastecimento de água rural e R$ 1,1 milhão para renovação de frota.

De acordo com o último boletim da Defesa Civil
do Rio Grande do Sul, divulgado no começo da tarde desta quarta (8) as chuvas já
vitimaram 100 pessoas, com outras quatro mortes ainda em investigação. Ainda há
128 desaparecidos e 372 feridos.

O órgão apontou que 417 municípios foram
afetados, dos 497 do estado, atingindo mais de 1,4 milhão de pessoas. O Rio
Grande do Sul ainda tem 230,4 mil pessoas fora de casa, sendo 66,7 mil em
abrigos e 163,7 mil desalojadas abrigadas nas casas de familiares ou amigos.



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