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Polícia Civil de Piratininga investiga matança de gatos com chumbinho


A Polícia Civil de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) está investigando denúncia sobre possível matança de gatos com uso de chumbinho em um condomínio residencial da cidade. Um inquérito foi instaurado após clínica veterinária local contratada por moradores realizar exame necroscópico em um dos felinos e detectar a presença da substância no estômago do animal. O laudo foi referendado pelo Serviço de Toxicologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp de Botucatu.

Policiais civis já estiveram no condomínio em busca de identificar quem, com acesso ao condomínio, pode ter sido o responsável pelo envenenamento. Ativista da causa animal e moradora do residencial, Rosane Coutinho conta que dezenas de gatos desapareceram ou foram encontrados sem vida no local nos últimos anos. A lista de mortes também inclui um gambá e um teiú.

Desde janeiro de 2024, porém, o número passou a aumentar, chegando ao ápice de três felinos mortos somente em junho, descreve Rosane. “São gatos de condôminos, mas criados soltos, ou da colônia próxima que os moradores alimentam e ajudam a pagar castrações. No começo do mês, um morreu no telhado de uma casa e mandamos fazer o exame, que confirmou o envenenamento por chumbinho. No dia 17, também recebemos a confirmação da Unesp”, afirma.

Neste meio tempo, uma gata que tinha tutor foi encontrada sem vida em uma piscina do residencial e outra da colônia desapareceu. Segundo Rosane, os custos para obtenção dos laudos do felino localizado no telhado, incluindo os serviços da clínica e o transporte do material biológico a Botucatu, foram quitados por alguns moradores e por meio de rifa. Após o resultado, um boletim de ocorrência foi registrado pelo grupo na Polícia Civil.

O delegado de Piratininga, Dinair José da Silva, explica que, a partir do registro do BO, um inquérito foi instaurado para apurar o caso. “Nós já estivemos no local onde os gatos foram encontrados mortos e ouvimos várias testemunhas, várias pessoas”, diz. “Também será ouvido o pessoal da administração do condomínio e também da segurança, pois, segundo informações, eles fazem a segurança 24 horas diariamente”.

Segundo o delegado, as investigações estão adiantadas, inclusive com análise de imagens de câmeras de segurança. “Nós estamos analisando, temos algumas informações, mas, por precaução, não podemos dizer para não atrapalhar as investigações”, afirma. “Nós esperamos, ao final, chegar aos autores”. Ele ressalta que a pena para quem comete ato de crueldade contra animais varia de 2 a 5 anos de reclusão por cada animal morto.

Por Jornal da Cidade

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