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Servidores de Bauru decidem fazer greve por tempo indeterminado


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Foto: Bruno Freitas-Jornal da Cidade

Servidores públicos de Bauru decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (07/05), em frente à sede da prefeitura, que a paralisação iniciada hoje por 24h agora será por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Servidores, mais de 2 mil trabalhadores aderiram à greve, muitos deles da Educação, Saúde e DAE.

A paralisação é uma reação ao impasse em torno do reajuste salarial da categoria. A revisão dos vencimentos chegou a ser enviada pelo governo Suéllen Rosim (PSD) à Câmara no início do ano e prevê a reposição de 4,62% sobre a folha. Mas ainda não foi votada porque a pauta legislativa está travada, devido ao regime de urgência incorporado ao projeto de lei que autoriza o governo a conceder o sistema de esgoto à iniciativa privada. A categoria quer a imediata retirada do regime de urgência por parte do governo.

O advogado do sindicato José Francisco Martins comentou sobre a expectativa de convencer a prefeita a retirar o regime de urgência, frente à forte adesão, de modo que o projeto de lei concedendo o reajuste possa ser votado. De acordo com ele, a data base dos servidores é em 1 de março. “Começamos a campanha salarial em bem antes, logo no começo de fevereiro. Entregamos uma pauta de reivindicações, cuja negociação se arrastou por muito tempo. A prefeita Suéllen Rosim encaminhou para Câmara um projeto de reajuste salarial de 5% para todos os servidores, incluindo os aposentados, e o vale-compra subindo de R$ 1.100,00 para R$ 1.200,00. Como esse projeto de lei não foi votado em razão do travamento da pauta na Câmara, entramos no período eleitoral”, explica.

Nesta fase, só pode ser concedida a reposição inflacionária do último ano. Por essa razão, o percentual caiu para 4,62%, sendo que o valor do vale-compra aumentará, então, de R$ 1.200,00 para R$ 1.250,00. Mas tudo depende de aprovação pelo Legislativo. “A categoria não pode ficar esperando esse reajuste”, afirma o advogado.

COLETIVA
A Prefeita Suéllen Rosim (PSD) convocou uma coletiva de imprensa e fez uma live (transmissão ao vivo) em sua rede social, no início desta tarde, para comentar sobre a paralisação e dizer que não vai tirar o regime de urgência. A prefeita disse que ela, enquanto Poder Executivo, não mede esforços para atender os servidores, mas voltou a atribuir à Câmara como responsável pelo entrave. “A oposição precisa parar de olhar para a Suéllen e olhar para Bauru. Os servidores estão sendo penalizados por questões políticas. Entendo a greve como legal, mas precisa cumprir o mínimo (em cada Secretaria). Da nossa parte, estamos tentando uma solução, mas não podemos admitir manobras políticas. Está na mão no Legislativo”, disse a mandatária aos órgãos de imprensa.

A mandatária admitiu as consequências que o travamento da pauta tem causado – nada mais pode ser votado, afinal, nem mesmo o reajuste do funcionalismo – e voltou a dizer que não é prerrogativa do Executivo retirar o regime de urgência. Também presente à entrevista, o secretário de Negócios Jurídicos Vitor João de Freitas Costa afirmou que eventual retirada “seria uma aberração”.

Ele ainda minimizou a declaração do procurador da prefeitura José Roberto Anselmo, que afirmou à Justiça que pedir essa retirada é prerrogativa de quem pode pedir a aprovação do regime de urgência. De acordo com o secretário, a afirmação da prefeitura à Justiça “está de forma simplificada”.

Por Redação/ Jornal da Cidade

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