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União Brasil defende ministro indiciado pela PF: “Apoio total”



O União Brasil defendeu o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, indiciado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Antes de assumir a pasta, Juscelino foi eleito deputado federal pelo partido. Em nota, a legenda destacou nesta terça-feira (12) que não irá “admitir pré-julgamentos condenações antecipadas” sobre o ministro. 

“O União Brasil reforça seu total apoio ao ministro das Comunicações, Juscelino Filho, diante do indiciamento por parte da Polícia Federal. Suspeitas são apenas suspeitas, e o partido não vai admitir pré-julgamentos ou condenações antecipadas sobre o ministro”, diz o comunicado assinado pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda. 

Segundo a investigação, o ministro teria destinado R$ 10 milhões em emendas para beneficiar a própria fazenda no estado, envolvendo a recuperação e pavimentação de estradas na cidade de Vitorino Freire, no Maranhão. A prefeita do município, Luanna Rezende (União-MA), é irmã de Juscelino.

Em nota à Gazeta do Povo, o ministro afirmou que a investigação “concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”. Ele considerou o indiciamento uma “ação política e previsível”, alegando que a apuração distorceu premissas e ignorou fatos, sem ouvir sua defesa adequadamente.

Partido questiona “vazamentos seletivos” na investigação da PF

O União Brasil afirmou que a investigação “não tem relação direta” com a atuação de Juscelino como ministro. “Curiosamente, ela teve início após sua nomeação para o primeiro escalão do Governo Federal, o que levanta suspeitas sobre uma possível atuação direcionada e parcial na apuração”, disse a legenda. 

O partido também questionou supostos “vazamentos seletivos e descontextualizados relacionados à investigação, com o objetivo de criar uma instabilidade política que não interessa a ninguém”. Para o União Brasil, investigações “semelhantes no passado levaram a condenações injustas”. O União Brasil afirmou que, até o momento, o amplo direita de defesa “não foi devidamente observado”.

Veja a íntegra da nota do União Brasil

“O União Brasil reforça seu total apoio ao ministro das Comunicações, Juscelino Filho, diante do indiciamento por parte da Polícia Federal. Suspeitas são apenas suspeitas, e o partido não vai admitir pré-julgamentos ou condenações antecipadas sobre o ministro. Indiciamento não deve significar culpa, e o princípio da presunção de inocência e o devido processo legal devem ser rigorosamente respeitados.

É importante esclarecer que essa investigação não tem relação direta com a atuação de Juscelino Filho como ministro das Comunicações. Curiosamente, ela teve início após sua nomeação para o primeiro escalão do Governo Federal, o que levanta suspeitas sobre uma possível atuação direcionada e parcial na apuração.

Ao longo do último ano, temos testemunhado vazamentos seletivos e descontextualizados relacionados à investigação, com o objetivo de criar uma instabilidade política que não interessa a ninguém.

Juscelino Filho é um dos grandes quadros políticos do partido e do país. Com três mandatos como deputado federal, com votações crescentes e expressivas, ele demonstra uma habilidade única de articulação no Congresso Nacional e tem contribuído significativamente com o governo, tanto na relação com parlamentares quanto à frente do Ministério das Comunicações.

Vale ressaltar o trabalho hoje reconhecido pelos setores de Radiodifusão e de Telecomunicações que o ministro Juscelino vem exercendo na pasta, liderando a missão de conectar mais de 138 mil escolas públicas em todo o país, além de trabalhar para ampliar o acesso à comunicação social e à internet nas regiões mais remotas e entre a população mais vulnerável.

Recordemos que investigações semelhantes no passado levaram a condenações injustas. Portanto, reiteramos a importância de respeitar o amplo direito de defesa, que até o momento não foi devidamente observado. O União Brasil reafirma seu apoio ao ministro Juscelino Filho e sua confiança na Justiça, o único órgão competente para julgar”.



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