Desde 2025, o dia 27 de julho é o Dia Nacional do Motociclista — e a data serve como alerta para os riscos no trânsito, especialmente para quem conduz motocicletas, as principais vítimas de acidentes fatais nas rodovias e ruas do país.
Em Lençóis Paulista, a campanha do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) chega às ruas com ações de conscientização. Com o tema "No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas", a iniciativa inclui distribuição de material impresso em pontos estratégicos da cidade durante este fim de semana.
A campanha busca aumentar a visibilidade dos motociclistas, que frequentemente estão fora do campo de visão dos demais motoristas — os chamados pontos cegos — ou se perdem em meio à correria do dia a dia. Também reforça a importância de manter atenção, velocidade adequada e respeito à distância entre os veículos, medidas essenciais para evitar acidentes.
Os números ajudam a entender a urgência do tema. De acordo com o Sistema de Informações de Mortes (SIM) do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 34.881 óbitos no trânsito em 2023 — 987 a mais que no ano anterior. Homens são 83% das vítimas, com destaque para a faixa dos 20 aos 24 anos.
Em Lençóis Paulista, os dados do Infosiga (Detran-SP) entre 2019 e 2026 mostram 1.826 acidentes sem vítimas fatais. Desses, 454 envolveram homens de 18 a 24 anos — o que representa 60,9% dos acidentes com vítimas. E 38,3% dos casos tinham motocicletas envolvidas.
Para o secretário de Segurança Pública, José João Dutra, os números oficiais já acendem um alerta. Ele lembra, porém, que muitas ocorrências nem chegam a ser registradas, o que pode significar um cenário ainda mais grave. "É preciso pensar na vida o tempo todo quando se está no trânsito, manter a atenção e o respeito com o próximo", destacou.
O prefeito André Paccola Sasso reforça que, além da condução cuidadosa, é essencial ter empatia com quem está ao lado — especialmente porque muitos motociclistas estão trabalhando quando se acidentam. "Um único acidente pode afetar muito a vida da vítima, mesmo que esteja a passeio, mas ainda mais de quem usa as motocicletas como meio de trabalho para o sustento da família. O ideal é que possamos nos colocar no lugar do outro e agir de maneira responsável, evitando acidentes", afirmou.
