A Zilor Energia e Alimentos, uma das principais empresas do setor sucroenergético do país e maior acionista da Copersucar, encerrou a safra 2025/2026 com resultados históricos — justamente no ano em que completa 80 anos de atuação. Com forte presença em Lençóis Paulista e região, a companhia registrou EBITDA ajustado recorde de R$ 1,3 bilhão e lucro líquido de R$ 107,7 milhões.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 3,6 bilhões, crescimento de 10,1% em relação à safra anterior. Considerando apenas os negócios atuais do agronegócio (excluindo a Biorigin, vendida em maio de 2025), o avanço foi ainda maior: 16% de crescimento, impulsionado pelo bom desempenho do etanol.
Diante da queda nos preços internacionais do açúcar, a Zilor adotou uma estratégia de redirecionamento do mix produtivo, priorizando o etanol — que registrou alta de 22% na receita, alcançando R$ 1,3 bilhão. Aliado a isso, a gestão ativa de hedge (travamento de preços futuros) e do portfólio permitiu à companhia mitigar os efeitos da volatilidade do mercado e expandir margens.
A margem EBITDA atingiu 36%, com aumento de 3,8 pontos percentuais, refletindo ganhos de escala e maior eficiência operacional.
Na moagem, a Zillor processou 12,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar — um recorde e alta de 20% sobre o ciclo anterior. O resultado foi impulsionado pela diversificação geográfica da companhia, com operações distribuídas entre os polos de Lençóis (Unidade São José, em Macatuba, e Unidade Barra Grande, em Lençóis Paulista) e Quatá (Unidade Quatá e Unidade Salto Botelho, em Lucélia). Essa estratégia permitiu equilibrar a produção mesmo diante de geadas que afetaram os canaviais do polo de Lençóis Paulista.
Mesmo com desafios climáticos que impactaram indicadores como ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) e produtividade, os resultados da Zilor se mantiveram acima da média do setor, sustentados por investimentos contínuos em tecnologia no campo e na indústria, com monitoramento em tempo real e práticas avançadas de manejo agrícola.
No setor de energia, a Usina Barra Grande operou com capacidade plena de cogeração, fortalecendo as receitas com vendas de eletricidade. As receitas com açúcar e energia também registraram alta no período.
No frente financeira, a alavancagem caiu para 1,11x dívida líquida/EBITDA, enquanto o caixa atingiu R$ 2,5 bilhões — suficiente para cobrir quatro anos de compromissos financeiros. A redução de quase 18% na dívida líquida reforça a trajetória de desalavancagem da companhia.
Outro movimento estratégico importante foi a venda de 70% da Biorigin, que permitiu à Zilor focar ainda mais no negócio sucroenergético, gerar valor e reforçar o caixa.
Internamente, a cultura de eficiência também se destacou: projetos desenvolvidos pelos próprios colaboradores por meio do Programa Jornada Kaizen geraram R$ 37 milhões em ganhos operacionais, reforçando o protagonismo das equipes.
De acordo com o CEO da companhia, André Inserra, a safra reforça a capacidade da Zilor de crescer mesmo em cenários desafiadores: “A Safra 25/26 marca mais um avanço importante na nossa trajetória de crescimento e fortalecimento, com aumento expressivo de 20% na moagem. Finalizamos o primeiro ciclo completo após a aquisição da Unidade Salto Botelho superando nossas expectativas. Esse resultado evidencia nossa capacidade de execução mesmo sob condições adversas”.
Com cerca de 4,4 mil colaboradores diretos e capacidade de moagem de 13,8 milhões de toneladas por safra, a Zilor está entre as 10 maiores produtoras do país. É também acionista relevante da Copersucar (12% de participação), maior comercializadora global de açúcar e etanol, presente em mais de 70 países.
A empresa adota práticas como colheita 100% mecanizada e investe em projetos sociais nas comunidades onde atua, nas áreas de educação, cultura, saúde, segurança e meio ambiente.