A cidade registrou uma morte em decorrência da febre amarela. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Prefeitura Municipal, após laudo da Secretaria de Estado da Saúde. O óbito, de um homem cuja identidade não foi revelada, ocorreu no mês de abril e estava sob investigação desde então.
Com este registro, o estado de São Paulo contabiliza cinco mortes causadas pela doença apenas neste ano, considerando os dados até o final de maio. Um fator em comum agrava o cenário: nenhum dos pacientes possuía histórico de vacinação contra a febre amarela.
Busca Ativa e Prioridades na Imunização
Diante do risco, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu orientações para que as secretarias municipais facilitem o acesso ao imunizante, dispensando a necessidade de agendamento prévio. Além disso, os municípios devem intensificar a busca ativa por pessoas que ainda não foram vacinadas.
A prioridade da campanha de imunização é atender moradores de áreas rurais, regiões de mata e entornos de parques ou unidades de conservação. Trabalhadores rurais, turistas e indivíduos que se deslocam frequentemente para áreas com risco de transmissão também compõem o público-alvo prioritário.
Uma recomendação importante é direcionada àqueles que receberam a dose fracionada da vacina em 2018: essas pessoas devem procurar os postos de saúde para receber uma nova dose completa, especialmente se residem ou planejam viajar para regiões com circulação comprovada do vírus.
Prevenção e Transmissão
A vacinação continua sendo a principal e mais eficaz forma de prevenção contra a febre amarela. A doença é transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, não havendo contágio direto entre pessoas, tampouco de macacos para humanos.
Ciclo Silvestre: Ocorre em áreas de mata, onde os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Neste ciclo, os macacos atuam como hospedeiros amplificadores e também adoecem, enquanto os seres humanos são considerados hospedeiros acidentais.
Ciclo Urbano: A transmissão se daria pelo mosquito Aedes aegypti. No entanto, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.
Sintomas
Os sinais iniciais da infecção incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Ao apresentar esses sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
Esquema Vacinal
A vacina contra a febre amarela é oferecida gratuitamente pelo SUS. O esquema recomendado é:
Crianças: Uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos.
Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: Devem receber dose de reforço.
Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: Dose única.
Vacinados com dose fracionada em 2018: Devem procurar posto de saúde para verificar necessidade de atualização.
Dúvidas Frequentes
Para combater a desinformação, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, com respostas sobre efeitos colaterais, eficácia dos imunizantes e doenças preveníveis.
