O mês de julho de 2026 entrou para a história da bacia hidrográfica do Rio Lençóis. Dados divulgados pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CBH-RL) confirmam que este foi o julho mais chuvoso dos últimos 109 anos, desde o início da série histórica em 1917.
As precipitações intensas e persistentes em toda a bacia resultaram em volumes acumulados superiores a quatro vezes os limites máximos esperados para o período, superando recordes anteriores registrados em 2019, 1975 e 1968.
Com isso, o armazenamento de água absorvida pelo solo e os volumes úteis das reservas hídricas do Rio Lençóis e do Ribeirão Paraíso — principais mananciais da bacia — aumentaram significativamente, afastando os riscos de redução das reservas para abastecimento público e geração de energia elétrica.
Segundo o Comitê, as projeções elaboradas no início do ano já apontavam para uma tendência de aumento da frequência de anos mais chuvosos na década atual. Até julho, as cotas nominais livres anuais — que representam o saldo entre chuvas e déficits — já atingiram os patamares esperados apenas para setembro.
Como parte do monitoramento, o Grupo de Apoio Técnico do CBH-RL emitiu alertas precoces nos dias que antecederam o evento hidrológico severo, permitindo que os municípios da região se preparassem para minimizar impactos à população e às infraestruturas.
O vice-presidente do CBH-RL, gestor ambiental e vereador de Borebi Helton Grava Falconério destacou a importância do monitoramento contínuo e do uso das séries históricas como ferramentas estratégicas para a gestão dos recursos hídricos e a redução de riscos associados a eventos extremos.
